segunda-feira, 5 de abril de 2021

Importância esotérica do cerebelo, por Ali Onaissi, no Gnosis Online


O grilo emite um som que interfere no chacra do cerebelo, induzindo ao desdobramento astral



O Cerebelo, para o VM Samael Aun Weor e outros grandes Iniciados, é o CORAÇÃO ESOTÉRICO DO HOMEM.

O cérebro propriamente dito é chamado de cérebro anterior e o cerebelo é o cérebro posterior, ou Cérebro Intuitivo…

Sua importância é tamanha que há técnicas místicas para ativar seu centro de força (chacra), pois dele dependem as conexões entre o cérebro físico e o cérebro astral/mental.

Infelizmente, por darmos muito mais importância ao cérebro anterior, ou o racional, acabamos por atrofiar/destruir/degenerar o chacra do cerebelo, fazendo com que os benefícios dessa parte importantíssima de nossa Anatomia Oculta estejam quase totalmente perdidos. Reflita sobre algumas das consequências de um cerebelo degenerado psiquicamente, como acontece com a quase totalidade dos seres humanos:

– Inconsciência nos momentos de transição entre o sono e a vigília;
– Não Recordação das experiências astrais;
– Confusão entre experiências astrais autênticas (conscientes ou inconscientes) e meras projeções psíquicas dos Centros da Máquina (centros intelectual, emocional, motriz, instintivo e sexual);
– Impossibilidade de conexão entre os Centros Superiores do Ser e os 5 Centros Inferiores da Máquina, impedindo que recebamos mensagens de nosso Espírito (o Ser Divino) e também dos mestres e anjos dos Mundos Superiores;
– Nem sequer se consegue lembrar dos sonhos logo depois de acordar… Etc.

No oitavo aniversário "Cinegnose" atualiza lista com 101 filmes gnósticos, por Wilson Roberto Vieira Ferreira, via Jornal GGN e Cinegnose



Nesse mês o “Cinegnose” faz aniversário. Oito anos analisando filmes gnósticos e também os chamados "filmes estranhos" - "weird movies". Procurando mapear, seja nos filmes hollywoodianos, pop ou no cinema de arte, a presença e evolução dos diversos elementos gnósticos e simbolismos místicos ou esotéricos associados ao sincretismo do chamado Gnosticismo Hermético. Também baixamos à terra, onde “Cinegnose” exerceu a crítica à política da grande mídia e à cultura pop – instrumentos que perpetuam a ilusão desse mundo. Afinal, esse é o plot central do drama cósmico narrado pela Cosmogonia gnóstica. Para comemorar esse oitavo aniversário, o “Cinegnose” atualizou a lista dos filmes que receberam o “Certificado de Filme Gnóstico” do blog. Agora são 101 filmes, analisados ao longo desses anos. Certamente filmes diante dos quais não podemos passar indiferentes. Pelo menos, enquanto estivermos nesse mundo.

Nesse oitavo aniversário do blog, esse humilde blogueiro atualiza a lista com o “Certificado de Filme Gnóstico” do Cinegnose. Agora a lista conta com 100 filmes, dos mais variados gêneros, entre ficção científica, fantástico, terror, drama, documentário e mockumentary.

 A lista anterior consistia em 66 filmes. Atualizamos em mais 35 filmes analisados dentro do período de 2016 e 2017, dentro de um conjunto de quase 100 filmes que foram resenhados pelo blog e que passaram pelos critérios de categorização dos elementos do Gnosticismo. Dividimos em cinco grupos:

Cinegnose discute "bolhas virtuais" e obscurantismo no "Poros da Comunicação", por Wilson Roberto Vieira Ferreira, via Jornal GGN e Cinegnose



Por que a Internet deixou de ser uma janela aberta para o mundo para se converter numa bolha virtual dentro da qual cada um de nós vive uma realidade simulada? Por que os algoritmos que animam essa bolhas parecem conhecer mais de nós que nós mesmos? E de que forma a motivação mística tecnognóstica anima esse cenário tecnológico, ameaçando criar novas formas de obscurantismo? Essas foram as interrogações que esse humilde blogueiro levou para o sexto programa “Poros da Comunicação”, transmitido ao vivo pela TV FAPCOM na última quinta-feira (26)  com o tema “Tecnologias e o Sagrado: um Novo Obscurantismo?”. Assista à gravação do debate aqui no “Cinegnose”.

Este humilde blogueiro participou no último dia 26 da edição de número seis do programa “Poros da Comunicação” no canal do YouTube TV FAPCOM, cujo tema foi “Tecnologia e o Sagrado: um novo obscurantismo?

A série “Poros da Comunicação” é uma parceria da FAPCOM (Faculdade Paulus de Tecnologia e Comunicação) com o FiloCom - núcleo de estudos filosóficos da comunicação da ECA/USP.

Participaram da mesa de debates, Ciro Marcondes Filho (mediador, ECA/USP/FiloCom), Carlos Eduardo de Souza Aguiar (FAPCOM), Marcella Faria (FAPCOM) e Jorge Miklos (PUC/SP).

Este editor do Cinegnose procurou aproximar as novas tecnologias e obscurantismo com o fenômeno do “efeito-bolha” da Internet e redes sociais com uma viragem na história das tecnologias: a mutação do conceito de inteligência artificial – da robótica para os algoritmos que parecem saber de nós mais do que nós mesmos.

E a motivação mística do “tecnognosticismo” que estaria por trás dessa reorientaçãoo tecnológica. E, principalmente, como esse efeito-bolha (a Internet que deixou de ser uma “janela aberta para o mundo” para se tornar fática e tautológica) produz incomunicabilidade e, por decorrência, elementos do obscurantismo: intolerância, ódio etc.

Como o leitor observará nos vídeos abaixo, o professor Carlos Eduardo discorreu sobre as vertentes do tecnopaganismo e o imaginário espiritualista ou místico que invade a interpretação das tecnologias. O desenvolvimento tecnológico tomou o espaço do sagrado, porém o misticismo passa a ser combinado com a tecnologia por meio de formas surpreendentes.

O professor Jorge Miklos falou sobre a “liquefação” das religiões através da venda de modelos de felicidade que pretendem negar a própria corporalidade e finitude humanas e também a própria relação com o outro.

E a professora Marcella Faria aproximou o tema da religiosidade e do sagrado do campo de discussão da sociabilidade nas plataformas digitais.

Assista aos debates abaixo:

Primeira e Segunda Partes: 


 

Cigarros e niilismo gnóstico no filme "Lucky", por Wilson Roberto Vieira Ferreira



Um homem solitário e ranzinza confronta a chegada da morte. Com quase 90 anos, ele segue uma rotina espartana: faz alguns exercícios de ioga pela manhã, depois pega o chapéu e caminha através de uma paisagem árida de cactos numa cidadezinha no meio do nada. Trava conversas aleatórias sobre religião, filosofia, moral, game shows da TV, saúde e a morte numa cafeteria e num bar. Enquanto fuma muitos, muito cigarros. E entre seus interlocutores está o famoso diretor David Lynch, que faz um homem que tem uma tartaruga chamada “Presidente Roosevelt”. Esse é o filme “Lucky” (2017) sobre um protagonista ateu que entra na lista de produções sobre personagens excêntricos de uma América profunda. Mas Lucky tem um ateísmo de natureza muito especial – é dotado de um niilismo gnóstico. Ele não crê num propósito ou sentido para a vida. Pelo menos, não para esse mundo.

Paulie: A amizade é essencial para a alma”
Lucky: Isso não existe!
Paulie: Amizade?
Lucky (gritando): A alma!

Conecte essa linha de diálogo com essa do filme Clube da Luta (1999): “É apenas depois de perder tudo que somos livres”. Então, compreenderemos o ateísmo militante do protagonista chamado Lucky. Todo ateísmo é niilista. E todo niilismo é gnóstico. A busca por sentido é paralisante para a liberdade e a felicidade. Deus, alma, etc. não existem... pelo menos não nesse mundo.

Zygmunt Bauman e o incêndio "líquido" do Museu Nacional, por Wilson Roberto Vieira Ferreira, via Jornal GGN e Cinegnose



Conceito de Zygmunt Bauman, a “Modernidade Líquida” aqui no Brasil assume aspectos dramáticos, como um Projeto que deve ser colocado em prática a todo custo: a drenagem do Estado até a sua liquefação e a transformação em mero gestor de “fluxos”. Um sintoma foi o incêndio do Museu Nacional no Rio. Mas, principalmente, as notícias em torno do futuro do Museu: investigações com alta tecnologia e a possibilidade de imprimir réplicas em 3D a partir de fotos do patrimônio perdido. É notável que toda essa sofisticação não estivesse disponível para mantê-lo sólido e em pé. Só entrou em cena depois que o Museu desapareceu! A ideia de liquidez transformou-se em algo muito além de uma categoria econômica: virou uma espécie de “a priori” cognitivo, no qual não há sentimento de luto ou perda que poderiam promover crítica ou indignação. O pensamento “líquido” transforma catástrofes e tragédias como essas em vulgata ou banalidade: a tecnologia poderá trazer tudo de volta mesmo...

Os leitores deste Cinegnose devem estar percebendo que as últimas postagens cada vez mais vem explorando os conceitos de “liquefação” e “modernidade líquida”. Logicamente, conceitos originados das reflexões do sociólogo polonês Zygmunt Bauman (1925-2017).

Devo confessar que este humilde blogueiro tinha uma certa resistência em ver algo inovador no conceito de Bauman. Afinal, desde o livro clássico de Marshall Berman, “Tudo Que é Sólido Desmancha no Ar – A Aventura da Modernidade” e as reflexões dos chamados “pós-modernos” (Lyotard, Baudrillard, Derrida etc.), acreditava que essa ideia de liquefação da Modernidade já estivesse nessas discussões anteriores como uma consequência natural de um processo de desmaterialização: a precessão dos simulacros e simulações, a crise das meta-narrativas, a diluição da noção de Verdade nos jogos de linguagem etc.

Retrofascismo: na Guerra Híbrida o fascismo retorna como farsa, por Wilson Roberto Vieira Ferreira, via Jornal GGN e Cinegnose

Em 2011 este “Cinegnose” teve uma sombria antevisão: “o retrofascimo brasileiro só está à espera de uma tradução política para conquistar, mais uma vez, o Estado”, afirmava este humilde blogueiro. E este momento chegou! Só que dessa vez como farsa, diferente da tragédia do fascismo clássico do século XX. Conceito criado pelo pesquisador em Cultura e Tecnologia, Arthur Kroker, “retrofascismo” representa o mix dos motivos que fizeram surgiu o fascismo histórico com a hipertecnologia do século XXI. É necessário entender as nuances entre o fascismo do passado e o atual, como mais um lance no xadrez geopolítico da Guerra Híbrida brasileira: assim como no passado, o retrofascismo utiliza a matéria-prima psíquica da personalidade autoritária, mas dessa vez como estratégia de dissuasão midiática (e, por isso, como farsa) – criação da agenda da polarização em torna das questões identitárias, culturais e de costumes para esconder um programa de governo ruim de voto. Porém, produziu três efeitos residuais: o efeito “Uma Noite de Crime”; o efeito “A Ficha Caiu!”; e o efeito “Apertem os Cintos, a Grande Mídia sumiu!”.

Em 2011 este Cinegnose concluía o artigo “Retrofascismo e a Bomba Tecnológica” (clique aqui) com um sombrio prognóstico: “Pior que as práticas isoladas de intolerância e preconceito é a preocupação de que o retrofascismo está à espera de uma tradução política para conquistar, mais uma vez, o Estado”... E sete anos depois esse momento chegou!
Naquela oportunidade, ocorriam pelo País, aqui e ali, episódios de racismo e intolerância: após as últimas eleições presidenciais em 2010 com a vitória de Dilma Roussef, redes sociais eram invadidas por mensagens incitando ódio aos nordestinos; vinte ciclistas tinham sido atropelados intencionalmente numa mobilização do grupo Massa Crítica em Porto Alegre; o grupo começou a receber ameaças anônimas elogiando o motorista e incentivavam novos ataques a ciclistas; começavam a se tornar recorrentes agressões a homossexuais na região da Avenida Paulista, São Paulo; crescimentos dos casos de bullying digital nas escolas com a criação de perfis falsos nas redes sociais para difamar pessoas.
Na oportunidade este humilde blogueiro apontava para um ponto em comum em todos esses casos: o novo fenômeno do Retrofascismo – o fascismo, que supostamente jamais voltaria a acontecer, retornaria como farsa, como forma latente de personalidade autoritária.

Fascismo histórico e Retrofascismo

“Retrofascismo” é um conceito cunhado pelo pesquisador canadense em cultura e tecnologia Arthur Kroker. Uma mistura entre os motivos que fizeram surgir o fascismo histórico (depressão econômica e senso do enfraquecimento do nacionalismo) com hiper-tecnologia atual que virtualiza o outro e a si mesmo nas tecnologias de convergência.
A questão é que o retrofascismo é o fascismo histórico que retorna como farsa. Nos anos 1990, Kroker relacionava o fascismo com a ascensão das tecnologias que virtualizam o organismo sócio-biológico-linguístico humano (clonagem, virtualização do

O capitalismo é apenas mais uma forma de gerir o hospício humano em "Insanidade", por Wilson Roberto Vieira Ferreira, via Jornal GGN e Cinegnose




O filme checo “Insanidade” (“Silení, 2005) é para poucos pela sua alta carga de niilismo e humor negro. O diretor Jan Svankmajer volta à crítica da sociedade de consumo do filme anterior “Little Otik” (2000), mas dessa vez por um viés político e ontológico: a história humana é comparada a um problema de gestão de um manicômio no qual há duas formas de fazê-lo - ou a liberdade absoluta na qual o prazer e orgia se aproximam do crime e da morte, ou o totalitarismo da dor e castigo que também flerta com a morte. Um jovem tem recorrentes pesadelos até encontrar um milionário excêntrico que emula o próprio Marquês de Sade. Ele apresenta o médico gestor de um manicômio que apresenta uma técnica supostamente revolucionária que irá livrá-lo dos seus pesadelos. “Insanidade” é uma fábula sobre como a História até aqui não conseguiu conciliar Eros e Thanatos, prazer e morte. E como o capitalismo é mais uma forma de gerir essa loucura.

Cartografias AstroGnósticas do Além em "Destino Especial" , por Wilson Roberto Vieira Ferreira, via Jornal GGN e Cinegnose


Um filme que ecoa John Carpenter, Spielberg e Stephen King. “Destino Especial” (Midnight Special, 2016) é muito mais do que um filme AstroGnóstico – categoria de filme gnóstico no qual nossa empatia se volta para aliens exilados nesse mundo tentando retornar para sua casa, como uma metáfora da própria condição humana. Um menino dotado de poderes especiais tenta retornar para seu lar, fora desse mundo, enquanto uma seita religiosa e o Governo tentam capturá-lo. Mas, diferente de muitos outros filmes Astro Gnósticos, o lar distante não está nas estrelas, planetas ou universos alternativos. Mas muito mais perto do que possamos imaginar numa espécie de nova "cartografia do além": se estamos exilados nesse mundo, de onde viemos?

Os filmes AstroGnósticos (subgênero dos filmes gnósticos, ao lado dos CronoGnósticos, PsicoGnósticos, TecnoGnósticos – clique aqui) possuem um forte centro narrativo. Não importa o gênero (seja road movie, thriller, aventura, sci fi), sempre está lá, no élan narrativo, a velha desconfiança gnóstica de que não pertencemos a esse mundo – apesar de vivermos em um mundo belo aparentemente dado a nós pela graça divina, o atrito com essa existência cria estados emocionais que levam à depressão, loucura, assassinato etc.
Seríamos como aliens, exilados nesse mundo, tentando encontrar de alguma maneira o caminho de volta, seja pela religião, misticismo, seitas, drogas lisérgicas ou tecnologia. E aqueles que, de alguma maneira, manifestam essa natureza “alienígena” são perseguidos – ou por uma massa de pessoas desesperadas ao vê-lo como um “Deus”, ou pelas forças governamentais que têm o interesse em manter essa massa na ignorância a respeito da sua própria condição.
Do pequeno alien do filme ET ao misterioso Newton (David Bowie) em O Homem Que Caiu na Terra, por que esses protagonistas nos causam tanta empatia? Será por que no fundo é assim que nos sentimos?
Destino Especial (Midnight Special, 2016), do diretor Jeff Nichols, é mais um filme que vasculha esse arquétipo contemporâneo dessa sensação de sermos estrangeiros, mesmo dentro de nossos lares e cercados por entes queridos.
Um menino tenta retornar para ser verdadeiro lar, “fora” desse mundo seguindo coordenadas geográficas bem precisas, auxiliados pelos seus pais em uma narrativa que combina aquilo que é mais caro no cinema norte-americano: as perseguições de um road movie e os mistérios de uma boa ficção científica.

O trabalhador precarizado vai ao Paraíso em "Sorry to Bother You", porv Wilson Roberto Vieira Ferreira


Uma surreal comédia de humor negro com realismo fantástico e ficção científica inspirado no mundo do telemarketing. “Sorry to Bother You” (2018), filme de estreia de Boots Riley, pode ser tanto o momento atual como aquilo que nos espera em um futuro muito próximo: modernos trabalhadores precarizados que viram máquinas cognitivas de vendas sem quaisquer garantias ou direitos. Cassius Green é um jovem excluído negro que descobre a chave para a ascensão corporativa na RegView, a gigante do telemarketing: encontrar a “voz de branco” interior. Mas tal como “Fausto”, de Goethe, o Diabo vai cobrar algo de volta – algo assustador e surreal que definitivamente fará o protagonista cair “na real” e perceber o cenário entorno.

O filme italiano A Classe Operária Vai ao Paraíso (1971) foi emblemático dentro da cinematografia política daquela década. A trajetória de Lulu (Gian Maria Volonté), um operário de alta produtividade e alheio ao sindicalismo, que via nos objetos de consumo o prêmio pela sua dedicação aos patrões, era o sintoma da grande mudança tecnológica do capitalismo naquele momento: inovações na qual o homem deveria se adaptar à máquina para aumentar a produtividade – a tal ponto que Lulu passa a ter uma relação fetichista e até erótica com as máquinas.

A autoabdicação humana no filme "Cam", por Wilson Roberto Vieira Ferreira, via Jornal GGN e Blog Cinegnose

 

Se em “A Rede”, de 1995, o tema do roubo da identidade de bancos de dados era tratado dentro do gênero thriller policial, no filme “Cam” (2018) torna-se agora um evento entre o fantástico e o sobrenatural. Por que o tema da invasão de privacidade sofreu uma guinada de gênero tão radical? Uma jovem que faz “lives” de pornografia softcore, cujo sonho é chegar ao Top 50 de um website erótico, vê uma réplica exata de si mesma roubar sua identidade virtual, substituindo-a. Sem controle do seu “doppelgänger”, sofre as consequências na vida familiar. Porém, seu duplo parece ser mais destemido do que o original, a tal ponto que os limites entre o real e o virtual desaparecem. Se no passado ver o seu duplo no espelho e na fotografia despertava assombro e medo, hoje na cultura das “selfies” e webcams das “lives” em redes sociais o duplo gera inveja e aspiração por uma vida dinâmica, alegre, sem culpas e preocupações. Abdicamos de toda humanidade pela representação algorítmica de nós mesmos. Filme sugerido pelo nosso leitor Felipe Resende.

Em 1995 era lançado o filme A Rede (The Net), quando a Internet e a tecnologia informática estavam dando os primeiros passos na digitalização do nosso cotidiano. Sandra Bullock era Angela Bennet, especialista em redes de informática, cuja identidade era apagada e roubada por criminosos cibernéticos numa trama política. 
Nos bancos de dados aparece uma nova identidade: ela ganha novo nome e uma longa ficha corrida como ladra, prostituta e viciada. Como provar sua verdadeira identidade se, como profissional de computadores, sempre foi reclusa e trabalhando remotamente da sua casa com poucos contatos no mundo analógico?
 Eram épocas em que um thriller tecnológico como A Rede mostrava que apesar de toda virtualidade informática, ainda existia um mundo mais importante: nossas vidas analógicas, nossas identidades reais que podiam, de uma hora para outra, ser hackeadas.
Vinte e três anos depois, estamos na Web 2.0 e nossas relações cotidianas estão totalmente mediadas pelas redes sociais, smartphones e uma infinidade de aplicativos. E os principais gêneros fílmicos que mais efetivamente figuram nossos medos e os males da sociedade tecnológica são o horror e a ficção científica – e a série Black Mirror está aí para comprovar. 
Em vinte e três anos, essa passagem do gênero thriller policial de ação para o terror e ficção cientifica mostra como a tecnologia se tornam invasiva, borrando as diferenças entre o real e o virtual, o analógico e o digital. Se lá em 1995 a perda da identidade era uma questão policial, na atualidade pode ser tornar um evento sobrenatural ou fantástico – perder a identidade on-line pode ser aterrorizante, porque ela parece ser mais concreta e desejável do que a identidade do mundo real.


A Rede versus Cam

Comparar o filme A Rede, de pouco mais de duas décadas atrás, com Cam (2018), de Daniel Goldhaber (disponível na plataforma de streaming Netflix) revela o nosso atual zeitgeist tecnológico – a nossa obsessão pelas nossas personas on-line chega a tal ponto que a vida virtual se apresenta mais vibrante do que a vida cotidiana. Há um sentido definitivo que estamos perdendo algo para as máquinas que estão diante de nossos olhos e de nossas mãos.
O filme Cam se desdobra no mundo do sexo on-line, da pornografia softcore no qual jovens expõe seus corpos marcados por códigos transgressivos, cheios de peircing, tatuagens, descolorações e depilações. Mulheres que são desumanizadas em uma plataforma de performances ao vivo com interações em tempo real em chats que permite o anonimato de ambos os lados da transação (quanto melhor o show, mais “moedas” são recebidas pela stripper). Experiências interativas cujos impactos no comportamento humano ainda não foram totalmente dimensionados.
Principalmente porque por trás das interfaces dessas plataformas estão algoritmos, agora organizados como nova forma de inteligência artificial, que “aprende” sobre nossos hábitos, escolhas e atitudes, assim como a Bia, de um banco brasileiro, Siri ou Cortana. 


E se de tanto aprenderem conosco, de repente se transformem em nosso doppelgänger? Um duplo que pretende nos substituir simplesmente porque é mais eficiente do que nós, ainda presos às nossas identidades ancoradas no psiquismo e na realidade.
Cam vai explorar esse tema, justamente no campo mais invasivo da privacidade: o corpo e o sexo.

O Filme

 O filme abre com Alice (Madeline Brewer de Handmaid’s Tale) no meio de uma transmissão ao vivo como Lola. Ela tenta chegar ao ranking Top 50 de um website pornô, juntamente com seus fãs que num chat a provocam. Em breves flashs de nudez, Lola beira os tabus. Alguns fãs chegam a pagá-la por comportamentos mais específicos, enquanto em chats mais privados alguns fanáticos sugerem comportamentos mais extremos que podem chegar a sangue e suicídio.
Lola mostra-se esperta, enquanto provoca outras garotas concorrentes que estão on-line naquele momento. Tudo parece não ter limites e que algo pode dar errado a qualquer momento.
O roteiro foi escrito por Isa Mazzei e tem um componente autobiográfico: foi inspirado nos tempos em que ela própria foi uma garota de webcam em sites pornográficos. A narrativa é hábil, porque aborda o tema do sexo online não tanto pela questão da nudez. A web pornô está principalmente na iluminação, roupas, fetiches, ângulos de câmera e movimentos.
Com uma narrativa bem detalhista, Cam vai descrevendo esse universo de um verdadeiro peep show virtual. Até que um evento muito sinistro acontece: Numa manhã Alice acorda, para descobrir que alguém parecido exatamente com ela a substituiu. E está ao vivo naquele momento.
De início, acredita que houve algum problema técnico no website, que está colocando no ar antigos shows como fossem ao vivo. Até descobrir que seu e-mail e senha se tornaram inválidos e que perdeu totalmente o controle sobre a persona Lola. E o pior: seu doppelgänger não tem quaisquer limites morais ou éticos – facilmente consegue chegar ao Top 50, enquanto Alice vê sua vida real familiar se desmoronar quando descobrem o seu verdadeiro trabalho.


Lola, sem quaisquer amarras psíquicas como culpa ou vergonha, sofistica o show com simulações de suicídio quando transforma um revólver em fetiche de felação. Enquanto, no mundo real, Alice é perseguida e estigmatizada.
Enquanto Lola é confiante, destemida e assertiva, Alice, por outro lado, é insegura e tem que enfrentar as consequências sociais. Na verdade, Cam desdobra a protagonista em três personagens conflitantes: Lola, o duplo virtual que hackeia a identidade; Alice, psiquicamente culpada e que esconde seu trabalho dos familiares; e a Lola que representa as ambições de Alice – ganhar fama e dinheiro na pornografia softcore.

O Duplo e a Inteligência artificial

Cam atualiza um tema bem antigo e arquetípico: o ver-se a si mesmo como evento misterioso e mágico. Em todas as culturas, ver o próprio duplo é uma experiência terrível e às vezes até mesmo o prenúncio da própria morte.
Mas no cinema, o tema do duplo passou a ter uma ressonância maior com a questão da identidade, certamente porque a sala escura de projeção é a caverna platônica moderna onde, isolados na escuridão, vemos na tela um espelho do nosso psiquismo.


Desde o filme The Man Who Haunted Yorself (1970), passando por Coração Satânico (1987), Gêmeos - Mórbida Semelhança (1988), Quero Ser John Malkovich (1999), O Grande Truque (2006), Moon (2009), Cisne Negro (2010), para chegar ao O Homem Duplicado (2013), o tema do duplo foi anexado à busca da identidade onde o protagonista mergulha numa situação de esquizofrenia e caos.
Porém, em Cam há algo mais insidioso: as novas tecnologias e a autoabdicação humana. Embora nunca totalmente explicado no filme (ao melhor estilo da série clássica Além da Imaginação), o misterioso evento no qual a Lola algorítmica substitui a Lola performada por Alice demonstra o assustador élan que parece animar todos os esforços da atual IA.
Se no filme A Rede, de 1995, a protagonista busca no mundo real os meios para enfrentar um golpe virtual, em Cam essa dualidade real/virtual desaparece: a Lola algorítmica nada mais faz do que realizar todas as ambições de Alice – dinheiro e a conquista do Top 50 do pornô softcore. 
Alice sonha em se livrar das amarras do mundo real para se tornar a destemida Lola. Mas seu psiquismo da identidade real é um fardo pesado demais. Se no passado ver o seu duplo no espelho e na fotografia despertavam assombro e medo, hoje na cultura das selfieswebcamsdas lives em redes sociais o duplo gera inveja e aspiração por uma vida dinâmica, alegre, sem culpas e preocupações. Abdicamos de toda humanidade pela representação algorítmica de nós mesmos.
                  Vemos hoje um tímido início de tudo isso nas redes sociais e na cultura dos aplicativos no qual entregamos todo o nosso senso de orientação, percepção e cognição a mapas e ícones em smartphones. Ou quando ansiamos pela vida dos nossos avatares nas redes sociais.




Ficha Técnica 


Título: Cam
Diretor: Daniel Goldhaber
Roteiro:  Isa Mazzei, Daniel Goldhaber
Elenco:  Madeline Brewer, Patch Darragh, Melora Walters, Deven Druid
Produção: Blumhouse Productions, Gunpowder and Sky
Distribuição: Netflix
Ano: 2018
País: EUA

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No filme "Apóstolo" o assassinato e a mentira fundam seitas e religiões, por Wilson Ferreira, via Jornal GGN e Cinegnose


Há um “modus operandi” na fundação de seitas e religiões: um assassinato que se transforma no sofrimento necessário do mártir; e a mentira decorrente dessa narrativa. Em consequência, o Sagrado mistura-se com o profano, e o Divino com a violência. Como é possível emergir amor e compaixão nesse modelo psíquico doentio? Essa é a questão principal do filme “Apóstolo” (“Apostle”, 2018). Um jovem ex-religioso, descrente de tudo após um passado traumático, tem a missão de resgatar sua irmã, raptada por uma estranha seita reclusa em uma ilha. Ele se infiltra entre os seguidores de um profeta enlouquecido, mas estranhamente não consegue determinar, afinal, o quê aquela seita adora. Através do horror gore (nada gratuito, já que o tema do filme é como sangue e violência são a outra face das seitas e religiões), o protagonista mergulha em uma sociedade que se pretendia utópica, mas que revela uma questão bem atual: o flerte da religião com o poder político por meio do Estado Teocrático. Filme sugerido pelo nosso incansável leitor Felipe Resende.

Seitas e religiões são formadas a partir de dois eventos fundadores: o assassinato e a mentira. No livro “O Assassinato de Cristo”, o médico e psicanalista austríaco Wilhelm Reich fez uma análise em psicanálise da cultura para descrever esse modus operandi: como Jesus foi assassinado em um dia para ser glorificado no outro. Depois do assassinato por motivações políticas (o novo modelo ético que propunha era contrário à lógica da colonização do Império Romano), Jesus foi eleito como o messias e passou-se a lhe atribuir o papel de líder religioso.
E a maior mentira: Ele não foi assassinado. Ele morreu por nós, para nos redimir do pecado presente em cada um de nós. E a partir daí, há mais de 2000 anos, diariamente, em algum lugar do planeta, Cristo continua a ser crucificado no sádico ritual da missa: bebemos o sangue e comemos o corpo de Cristo simbolicamente através do vinho e da hóstia. O sagrado misturou-se com o profano, o Divino com o monstruoso.

Por que agora a Globo apoia movimentos identitários? Brizola explic, por Wilson Roberto Vieira Ferreira, via Jornal GGN e Cinegnose



Em toda sua história, a Rede Globo foi acusada de sexismo e racismo: uma teledramaturgia com um cast de atores que mais parecia ter saído de algum país nórdico, enquanto os poucos negros ocupavam papéis subalternos; as mulheres eram objetificadas em programas de entretenimento e o machismo sempre figurado como uma prova do verdadeiro amor. Ao mesmo tempo, o seu diretor de Jornalismo dizia que o Brasil nunca foi racista e que isso não passava de uma invenção da esquerda para dividir o País. Mas de repente, a emissora começou a apoiar e dar visibilidade a movimentos identitários e culturais (movimentos de gênero, étnico-raciais, geracionais que postulam a diversidade, alteridade e reivindicação de direitos sociais) como nunca antes. Política de “controle de danos” para tentar descolar a sua imagem do Golpe de 2016 e dar alguma credibilidade ao telejornalismo? Ou há algo além? De natureza estratégica em um ano eleitoral decisivo. “Se a Globo é a favor, somos contra!”, alertava o velho Brizola. E se nesse momento a emissora estiver pondo em prática outra velha máxima: “dividir para conquistar”? A Globo estaria desempenhando o seu derradeiro papel? Ser o para-raio do ódio tanto da esquerda quanto da direita?
  
“Quando vocês tiverem dúvidas quanto a que posição tomar diante de qualquer situação, atentem: se a Rede Globo for a favor somos contra. Se for contra, somos a favor”
(Leonel Brizola)

“Leva-lo a dividir suas tropas, e será mais fácil dominá-los”
(Sun Tzu)

Durante os anos de guerra midiática que culminaram no impeachment de 2016, a Rede Globo deu visibilidade a pequenos escroques, acadêmicos e intelectuais obscuros, músicos que fizeram sucesso no passado e foram esquecidos, ex-anônimos que confundiam militância profissional com fundamentalismo religioso e oportunistas de toda sorte para engrossar o caldo de oposição ao Governo.

A Ciência é a última resistência contra a onda conservadora em "Boy Erased", por Wilson Ferreira, via Jornal GGN e Cinegnose



O cancelamento da Universal Pictures em exibir o filme “Boy Erased – Uma Verdade Anulada” nos cinemas brasileiros, mesmo sob a justificativa comercial de baixa perspectiva de bilheteria, acendeu a suspeita de autocensura – numa atmosfera política atual pesada e conservadora, uma produção que contesta a chamada “cura gay” não seria conveniente para a distribuidora. Mas o filme “Boy Erased” levanta outra questão tão sombria quanto a “conversão gay”: o projeto “científico” que está por trás – reescrever a própria história da Ciência, assim como o nazismo tentou ao criar um bizarro mix Ciência, Religião e Ocultismo. Depois da economia (neoliberalismo pentecostal) e a política (a direita nacionalista), a Ciência (escolas e universidades) é a última resistência. Da “Terra Plana” à “cura gay”, hoje ridicularizados, agora necessitam do verniz “científico”. Por isso, “Boy Erased” dá um alerta em suas entrelinhas: a Ciência poderá ser reescrita pela Religião.

A Terra é oca e nós habitamos o seu interior. Somos iluminados por um Sol interno. Os astros no firmamento são blocos de gelos, cujos blocos (luas) caíram várias vezes sobre a Terra. Toda história da humanidade se explica pela batalha entre gelo e fogo. O gelo possui uma energia inesgotável, o “Vril”. O “homem novo” dominará essa energia e sofrerá uma mutação biológica, criando uma elite de semi-deuses. Portanto, toda a Física, Química, Cosmologia, Biologia, Medicina precisará ser reescrita. Uma nova Ciência para um “novo

Avise a esquerda: luta de classes existe, e está em Brumadinho e no CT do Flamengo, por Wilson Ferreira, via Jornal GGN e Cinegnose


Cansada de tantas derrotas nos últimos tempos, a esquerda simplesmente comemora como fosse um gol a forma como a Globo detonou a ministra Damares Alves no quadro “Detetive Virtual” no Fantástico do último domingo. Uma detonação bem seletiva: enquanto a emissora demonstra toda sua indignação e furia investigativa nas questões identitárias e de costumes (vide a caça aos abuso sexuais de João de Deus), as tragédias de Brumadinho e do incêndio no Centro de Treinamento do Flamengo são encaixadas na narrativa “tragédia-emoção-homenagens” – com direito a Galvão Bueno narrando os nomes dos jovens atletas mortos... Depois de colocar Lula na prisão perpétua e por os militares no Governo, agora o novo papel da Globo é varrer a luta de classes para debaixo do tapete – cônscia de que, a partir de agora, acidentes como esses e a tensão social tenderão a crescer sob o modelo econômico de extrativismo selvagem: vender commodities módicas como ferro, manganês e jovens jogadores. Tudo a baixo custo, no limite da irresponsabilidade. Enquanto isso, sem se ater à tática semiótica de dissonância posta em ação pela parceria Governo/Globo, a esquerda reage de forma reflexa a cada bravata “politicamente incorreta” e esquece da luta de classes.

Cinegnose faz um pequeno inventário da recorrência de sonhos na quarentena COVID-19, por Wilson Ferreira, via Jornal GGN e Blog Cinegnose

 


Não é apenas a nossa consciência que desperta para o atual momento da pandemia global. Também os nossos sonhos estão traduzindo o momento difícil pelo qual passamos. Nesse momento, psicólogos, historiadores, artistas e estudiosos de diversas áreas estão percebendo a recorrência de símbolos nos sonhos que se assemelham historicamente aos períodos de guerra ou totalitarismo político. Começam a surgir esforços para a criação de banco de dados em todo o mundo, com relatos de sonhos da COVID-19. Por exemplo, pesquisadores da USP criaram o “Inventário dos Sonhos”, enquanto na Universidade de Harvard temos o projeto “Pandemic Dreams” com relatos de sonhos de todo o mundo. “Os sonhos são o sismógrafo do presente”, como afirmava a berlinense Charlotte Beradt em seu livro “Os Sonhos do Terceiro Reich”. Assim como o psicanalista Carl Jung nas análises dos sonhos de seus pacientes, ambos anteviram a ascensão do nazismo. Por isso, também esse Cinegnose iniciou um pequeno inventário de relatos oníricos da quarentena. Nessa postagem, uma análise das primeiras recorrências simbólicas do nosso material pesquisado. Estaríamos diante de um sonho/pesadelo

No décimo aniversário do Cinegnose, o Top 10 dos filmes gnósticos de 2019, por Wilson Ferreira


Esse é um aniversário especial: o Cinegnose completa nesse mês uma década no ar! Foram dez anos de evolução em três fases bem distintas – primeiro, como um site sobre Gnosticismo (filmes e filosofia gnósticas); segundo, como um site Gnóstico (desenvolvendo um “olhar gnóstico” sobre cultura, mídia, cinema e audiovisual); e na fase atual, um olhar gnóstico mais amplo se estendendo para os aspectos políticos da comunicação e crítica midiática. Fase atual e controvertida cuja atmosfera de polarização no País atingiu em cheio o Cinegnose, com a perda de muitos leitores que questionaram a “politização” de um blog sobre cinema. Comemorando essa primeira década, o Cinegnose apresenta o Top 10 dos melhores filmes gnósticos que passaram pelo radar do blog em 2019. São filmes PsicoGnósticos, TecnoGnósticos, CosmoGnósticos e CronoGnósticos. 
Nesse mês o Cinegnose completa dez anos de intensas atividades. Como os leitores mais antigos sabem, esse blog surgiu como um dos subprodutos (assim como os livros “Cinegnose” e “O Caos Semiótico”) da dissertação de mestrado desse humilde blogueiro sobre a presença de elementos simbólicos, iconográficos, narrativos e temáticos gnósticos no mainstream das produções hollywoodianas, de 1995 a 2005.
Para aqueles novos visitantes, entende-se por Gnosticismo o conjunto de seitas sincréticas, surgidas no início da Era Cristã (sec. II e III DC), que combinavam neoplatonismo, hermetismo e influências orientais como sufismo e budismo para interpretar de maneira mística a missão de Cristo nesse planeta.
A descoberta em 1945 dos textos gnósticos do século IV em Nag Hammadi (Egito) repercutiu na cultura pop do século XX, começando pela literatura, HQs, passando pelo cinema cult até chegar às produções comerciais hollywoodianas no final do século – mitos gnósticos como o do Demiurgo, a Alma Decaída, o Salvador, o Feminino Divino, entre outros, passam a figurar de diversas maneiras através de protagonistas e

Importância esotérica do cerebelo, por Ali Onaissi, no Gnosis Online

O grilo emite um som que interfere no chacra do cerebelo, induzindo ao desdobramento astral O Cerebelo, para o VM Samael Aun Weor e outros g...